terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Casos ainda não solucionados - A lojinha que pegou fogo. - T03 - 03



Marlon: Nelly..? - Disse envergonhado.
Nelly: Marlon...? - Disse constrangida.

Então os dois se soltavam e levantavam depressa da cama.

Nelly: Que merda, Marlon! Não acredito que transei com você!
Marlon: Por quê nós tivemos que beber ontem a noite?!
Nelly: Sorte que eu bebi, que aí eu nem lembro o que aconteceu!
Marlon: Muito menos eu!

Marlon: Podemos fingir que esse dia nunca aconteceu! Já que bebemos.. - Sugeriu.
Nelly: É, uma boa idéia. - Concordou. - Mas só espero que não confunda as coisas de novo, igual fez ontem! - Provocou-o.
Marlon: Nelly, aquilo foi diferente!
Nelly: É tudo igual! Vamos sair logo daqui, todos já devem ter acordado.

Então os dois saiam do quarto. Marlon seguia pra mesa da cozinha, enquanto Nelly ficava pela sala.

Nelly: Bom dia Mário, bom dia Flor. O Thominhas já foi pra escola?
Flora: Já sim, tia. Como foi ontem com o Marlon? - Perguntou curiosa.
Mário: Oi! Bom Dia! - E entrou na conversa. - Verdade! Como foi com meu irmão?
Nelly: Foi bom.. Vou lá pra cozinha. - Tentava disfarçar.

Patrick: Como Flora diz: "Meu shipp deu certo!" Bip! - E soltava uma risada robótica.
Marlon e Nelly, em coro: Patrick, não!
Nelly: Sua mãe é uma pessoa muito boa, Marlon. Não pensei que ela ficaria com minhas crianças.
Marlon: Ela adora crianças, ela só não teve mais filhos pela idade, sabe? E porque também eles não tinham condições de terem mais.
Nelly: Entendi. Seria bem chato mais algumas cópias sua por ai! - E soltou algumas risadinhas.
Marlon: Nada se copia ao original. Apenas. - E deu um sorrisinho, logo rindo também.


 Então Marlene vinha se aproximando e sentava junto.
Marlene: Bom dia, meus pombinhos!
Nelly: Bom dia, Marlene!
Marlon: Bom dia, mãe!
Marlene: Como foi ontem, em?! - Perguntou toda curiosa.

Nelly: Ah, foi bem legal. A gente comeu bastante e dançou muito.
Marlon: É, foi isso mesmo.
Marlene: Que ótimo! Fico feliz que aproveitaram bem a noite.
Marlon: Aproveitamos muito!
Nelly: Muito!

Um pouco depois, os mais velhos se juntaram na sala.
Marlene: Então, Nelly, você, meu filho e o robôzinho podem resolver um caso pra mim?
Nelly: Nos diga, Marlene.
Márcio: Então, nossa lojinha pegou fogo, a bastante tempo atrás, quando nossos meninos eram pequeninos, ainda.
Nelly: É, mas vocês tem idéia do que pode ter ajudado ter pego fogo?
Mário: Posso afirmar pra vocês que bituca não foi, porque meus pais sempre tinham cinzeiros espalhados por todo o canto! - Completou.
Marlon: Isso é verdade.
Márcio: A pior parte mesmo é que grande parte das coisas foram roubadas,  e até hoje não sabemos quem foi!
Marlene: Pois é!

 Depois da conversa, Thomas chegada da escola, e Nelly corria abraça-lo.
Nelly: Boa tarde, filho! Como foi a escola?
Thomas: Normal, mãe! Como foi ontem com o pai?
Nelly: Pai? - Perguntou surpresa, raramente Thomas chamava Marlon de pai, isso acontecia pela certa convivência que tinham nesses últimos três anos e talvez isso tenha se tornado mais costume, depois da chegada dos pais de Marlon, mesmo em pouco tempo. - Foi bom, meu querido, nos divertimos muito.
Thomas: Que ótimo, mãe! Vou chamar a Flora pra me ajudar no dever!
 Flora chegava e o ajudava, enquanto Nelly voltava para a sala.
Flora: Tá vendo, as aulinhas do Alex tão me ajudando bastante!
Thomas: É verdade, um dia podíamos ir na casa dele pra eu brincar com a Verônica e o Ambrósio, né?!
Flora: Claro! Que tal marcamos um dia?
Thomas: Oba!
Nelly: Podemos ir hoje, lá na loja de vocês, então!
Marlene: É uma boa idéia. Mário, você toma conta dos meus netos?
Mário: Claro que sim, mãe.
Patrick: Finalmente mais um caso! Bip. Bop.
Marlon: A loja continua intacta?
Marlene: Sim, meu filho, e transformei nossa antiga casa em outra loja.

 Como de costume, antes de irem, Nelly limpava a mesa.
 E colocava as louças em dia.
 
 Até que ela sentiu um certo enjoo, uma vontade de botar tudo para fora.
E observando da sala, Marlon se aproximava, um tanto preocupado.
Marlon: Você tá bem?
Nelly: É, eu acho que sim.
Nelly: Mas é ressaca de ontem, bebemos demais da conta. Já esperava que isso aconteceria.
Marlon: É, tive uns enjoos, mais cedo, também, mas eu estou mesmo é com uma dor de cabeça insuportável.
Nelly: Deve ter algum remédio lá no banheiro, se quiser pegar.
Marlon: Ah, obrigado.

Mário ficava lá fora com Flora e Thomas, enquanto seus pais, seu irmão, Nelly e Patrick iam para a loja.
Mário: Flora, você é uma ótima pintora!
Flora: Ah, que isso, tio. Obrigada! - Disse toda alegre, por saber que mais gente apreciava sua arte.
Thomas: O próximo sou eu! - Falou empolgado.
Flora: Claro que é, maninho!

 Então eles chegavam na lojinha. Ela continuava no mesmo lugar e a casa dos pais de Marlon, continham algumas mudanças.
 Ao entrarem, as paredes já estavam velhas, incluindo o chão, o que chegava continuar mais novo lá era as estantes e "coisas de cinema" que seu pai tinha posto lá, faziam alguns meses.
E ao ver tudo aquilo, Marlene começava a chorar, com um certo peso de culpa, como se ela não tivesse cuidado direito do que era dela, naquele dia. 
 Marlon: Mãe, fica calma.. - E começava a conforta-la. - Estamos aqui para saber quem foi que fez isso com a sua lojinha e a do pai. Nós vamos conseguir.
Marlene: É o que eu espero, meu filho. Isso ainda aperta meu coração...
Nelly: A gente vai punir quem fez isso, não se preocupe.
Márcio não falava tanto, ver aquele local de novo, mexia com ele.
 Enquanto rolava um certo conforto. Patrick passeava pelo local, fazendo a leitura, tirando algumas "fotomemórias" e até que encontrou uma pasta um tanto suspeita.
Patrick: Bip. Estranho. A forma que ela está.. Bop. É como se não tivesse sido colocada no chão, e sim como se tivesse caído. Bop.
Patrick: Pessoal! Bop. Olhem o que eu achei!

Nelly: Perfeito, Patrick! Mostre isso para a Marlene!
Marlene: Que estranho, nunca tive uma prancheta dessas!
Márcio: É verdade, nunca tinha prestado atenção que isso estava aqui!

Então eles sentaram no chão da loja que agora era a principal. Marlene tinha uma funcionária, que trabalhava lá em tempo integral, quando os Figueira viajavam, ela não reclamava, adorava estar lá.
Marlene: O mais estranho é essas marcações, como se tivessem a intenção de saquear as lojas.
Márcio: Pois é, a nossa está riscada.
Nelly: E tem uns rabiscos como se fossem fogo, do lado de cada nome.
Marlon: Seria um grupo de vândalos fazendo isso tudo?
Patrick: Não podemos excluir essa opção. Bip.
Marlene: O mais estranho mesmo é não terem queimado nossa lojinha atual.
Márcio: Concordo.

Marlene: Vou fechar a loja para termos mais privacidade.
Nelly: Estaremos te esperando.

Marly: Prazer, sou funcionária da Marlene. Que prancheta legal.
Patrick: Pois é, estamos discutindo sobre ela.
Márcio: Você vai embora cedo hoje, Marly?
Marly: Sim.
Marlon trocava um olhar com Nelly, de tipo: "Estranho ela perguntar da prancheta"

Então Marlene chegava até Marly.
Marlene: Querida, pode ir embora por hoje. Muito obrigada pelo seu trabalho.
Marly: Ah, tudo bem. Até mais.

Então Marlene observava ela ir embora, e quando ela sumiu da vista dela. Ela logo disse, de forma apressada.
Marlene: Rápido, Nelly. Deve ter alguma coisa no computador.
Nelly: Mas por que a pressa?
Mário: Ela quase não nos deixa tocar no nosso próprio computador.
Marlon: Que estranho pai. Vocês são os donos daqui, deveriam impor. - Disse um pouco desconfiado.
Patrick: Vamos lá ver. Bop?

 Então todos esperavam ansiosos, com alguma busca sobre o que ela poderia esconder no computador da empresa.
Nelly: Estranho, vocês recebem uma quantia aceitável, pelas vendas né?
Márcio: Sim, Nelly. Por quê?
Nelly: Aqui tá dando negativo no pagamento de algumas peças da loja.
Marlene: Merda. A Marly que paga as coisas da loja.
Marlon: Mas por que vocês não demitem ela?
Marlene: É, dá um certo dó. Ela que ajudou a gente a reerguer a loja, e ela é bem esforçada.
Nelly: Tenho uma idéia. Mas vamos conversar em casa, aqui pode ser perigoso.
Marlene: Ok.
Então Marlene ligava para um táxi busca-los. E ao fundo, eles discutiam o que poderia ser.

 Só que ao irem embora, eles esqueciam de um pequeno detalhe.



CONTINUA.

8 comentários:

  1. Muito suspeita essa Marly! E esqueceram a prancheta! Ai, ai, ai! Tomara que não desapareça! Ou que Patrick tenha gravado cada detalhe em sua super memória de robô! \o/ Ansiosa pela continuação! :)

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    1. Essa Marly tá escondendo algo, certeza! E que descuido deles esquecer a prancheta xD uahauahahb

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  2. Marlon foi rápido. Ela já está com enjôos.

    E espero que voltem para buscar a prancheta.

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    1. Certeza que é de ressaca! Uahauahauaha
      Será que vão lembrar dá prancheta? :O

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  3. Ai, não gostei dessa Marly, heim? Esquisita and suspeita.
    Falando em Mar...LLY!!! Será que teremos baby Marlly??? =OOOO
    Suspenseeee!!!!

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    1. Ela tá agindo bem estranho mesmo, em!
      E será, ou foi só a ressaca mesmo?! uahauahauaha :O

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  4. Mas já engravidou? Esse Marlon é fogo mesmo hein? E essa funcionária? Bem suspeita.

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    1. Pode ter sido só a bebida! Ressaca! :P uahauahauahauaha
      Muuuuuuito suspeita, ela! :O

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