sexta-feira, 24 de março de 2017

Casos ainda não solucionados - Acertando as contas - T04 - 07

 Eveline: Bolinha de cristal que faz parte do meu quintal, me diga onde está aquela animal para eu pegar algo especial. - A Bola de Cristal só respondia rimas, então, ela era obrigada a rimar ao falar com ela.
Bola de Cristal: Boa pedida, minha querida amiga, aquela pessoa enxerida está escondida.
Eveline: E se esconde onde?

 Então, a bola de cristal mostrava uma imagem de onde ela estava e o que estava estava fazendo, exatamente naquele momento.
Eveline: Ótimo! - Disse surpresa.

 Então, ela meditou, e juntou todas as suas forças para encarar de frente Tereza.

Tereza: Tá na hora de acertar as contas. - E estralava os dedos.

Música de cena: The Rowdy Theme 3- Dirk Gently's Holistic Detective Agency. 


 Tereza: Engraçado jogar xadrez, nunca tinha jogado antes! - Dizia mexendo as peças. 


 Eveline: Terezinha, querida, cheguei! - Dizia ironicamente.

 Tereza: Meu Deus! - E ia para trás, na cadeira, com o susto que havia tomado.
Eveline: Na hora de pegar o meu colar não foi meu Deus né?! - E franziu as sobrancelhas.
Tereza: Nós podemos negociar!
Eveline: ME DEVOLVE!

 No desespero, Tereza passou correndo bem próximo de Eveline, não tinha passado pela sua cabeça que ela poderia puxa-la, e foi em direção as escadas. 

 Tereza subiu correndo as escadas, mas, mesmo andando Eveline a alcançava. 
Tereza: Sai de mim! - Dizia assustada. 
Eveline: Só quando você me devolver o colar! 

 Tereza: Você me deu esse colar! - Teimou. - Ou seu cérebro tá apodrecendo, igual esse corpo de folhas que vocês tem?! - Provocou.
Eveline: Justamente! Eu vim aqui pegar minha juventude de volta!
Tereza: Você sabe que não volta, com ou sem o colar, Eveline!

 Eveline: Você tá mentindo para as pessoas dessa casa, Tereza! Você sabe muito bem que o que não te envelhece é esse colar e não aqueles elixir furrecas das bruxas! - Afirmou.
Tereza: Volta para a floresta que você veio, maluca! - E correu para o último quarto que faltava da casa.

 Eveline usou um brilho, que era uma de suas magias de adormecer.
Eveline: Você sabe que não tem mais para onde correr, quer que eu escreva uma mensagem de até nunca mais para seus novos amigos?!
Tereza: Só me deixa em paz! - E dava um bocejo, causado pela magia.

Então, Eveline a segurava, após tê-la desmaiado. 
Eveline, cochichando: Só disse que te deixo assim que eu tiver meu colar de volta, tolinha... 

 Um pouco depois, no mesmo dia. 
Alexandre: Amor, cadê a Tereza? A casa tá um silêncio..
Flora: Verdade, tá estranho.

 Alexandre: Acho que vou ligar para o seu tio... - Sugeriu.
Flora: Você não vai! Eu já disse que teremos outra forma de ajudar!

 Ignorando o que Flora tinha dito, Alexandre seguiu para o telefone que ficava na cozinha, e sem perder tempo, ela foi atrás.
Flora: A-LE-XAN-DRE!
Alexandre: Flora, é o certo a se fazer!

 E então, discutiram.
Flora: Para com isso, só para! Nós não podemos simplesmente dizer que tinha uma cigana aqui e que ela simplesmente sumiu! - Dizia brava.
Alexandre: Flora! Para você! Se nós tivéssemos dito desde ontem, provavelmente teríamos o ajudado muito!

 Flora: Você já parou para pensar que ela pode tá blefando e o que ela quer é ferrar com meu tio e o Patrick?! Sei lá, fazer mal para eles, e eu não quero isso!
Alexandre: Eu? Você é que tem que entender que nem tudo funciona como você pensa, Flora!
Flora: Quer saber? Me deixa em paz, pelo menos hoje! E aí se você ligar para o Marlon!
Alexandre: Depois desse seu showzinho, prefiro nem chegar perto do telefone!

Até anoitecer, Alexandre ficou cuidando da casa, arrumando as coisas que estavam fora de ordem, lavando a louça e essas coisas.

Já Flora, tomou um longo banho.

E foi fazer suas tarefas artísticas.

 Mesmo brigados, eles ficavam perto um do outro. Alexandre assistia com uma certa dificuldade a TV, pois queria ficar de frente com sua noiva, a observando.

 Até que o telefone tocou, e Alexandre foi correndo atrás, e Flora foi junto, pensando ser seu tio.
Flora: Quem era? - Com um sorriso amarelo no rosto.
Alexandre: Meu pai, Flora.

 Flora: E ele falou o que? - Perguntou curiosa.
Alexandre: Disse que daqui dois dias teremos que nos mudar, que definitivamente a dona da casa vai deixar a filha dela morar aqui.
Flora: Teremos que correr com a mudança.
Alexandre: Pois é.. - Colocou as mãos sobre a cintura e ficou observando Flora.

 Alexandre: Flora... - E segurou as mãos dela. - Vamos ficar de boa um com o outro? Não gosto de dormir brigado com você.
Flora: Tudo bem, Alex. Eu também detesto dormir brigada contigo.
Alexandre: Nós temos que entender que temos uma visão bem diferente de ajuda.
Flora: É, precisamos ver se essa diferença um dia vai trabalhar junta.
Alexandre: Sim, sim.

 De noite, quase no mesmo horário em que Nelly e Marlon foram dormir. 

Na manhã do dia seguinte.


4 comentários:

  1. Achei graça da rima!!!

    E Flora tá sendo besta e medrosa!

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    1. AHUAHUAHAUH Pois é! Flora e seus medos!

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  2. Gente, que babados!!! Adorei o esquema de rimas! Fiquei triste ao ver Flora e Alexandre brigando. Mas pelo menos se entenderam. E olha a Tereza velhinha, gente!!! Mas esse colar é divino, hein! Deve ser o colar da Melisandre! xD :D Amei!!! :D S2

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    1. Foi uma referência, esse esquema! :P hauahauha E todo casal tem seus momentos ruins, né?!
      E preciso adquirir um colar desse, qndo eu ficar velha HUAHAUHAUAHUHAUHAH xD

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