quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

East-West – As crônicas de uma escritora sem sorte. - 02 - Por Mari Ana.

“Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.”


- E Voilá!! – North falou enquanto saíamos
- M-E-U D-E-U-S – E essas palavras e mais uma expressão de surpresa, foram a ultima coisa que apareceu no rosto de Johnny e de Dyllan.
- Você... Hmm... você tá muito bonita! – Johnny sorriu se aproximando.
- Cara vocês estão muito lindas – Dyllan também se aproximava
- qual é corta essa – comecei a rir um tanto quanto nervosa
- hmm.. parem de agorar minha nova manequim, vamos logo no grande “Show” da nossa DJ favorita – North Semicerrou os olhos e ambos os meninos fizeram caras de ofendidos, assim se levantando.


- Por aqui mad’am – Ambos afirmaram e fizeram caras engraçadas, assim nos deixando passar. Quer dizer, não nos deixaram passar. Só nos acompanhou.


´Música de cena: The 1975 - Chocolate (Zanski Remix)


Ahh, grande Windenburg, o que dizer desta cidade que conheço pouco e considero muito? Ela é tão simples e tão histórica que chega inspira a gente. Qualquer dia desses, eu tento criar um poema sobre a tal cidade incrível.


- Cara, eu não sei se eu disse, mas você tá muito gata! – Johnny se aproximou de mim antes de entrarmos no clube
Não era um clube tão grande, mas pelo que eu sei era o clube onde formava-se grandes DJ.
- Acho que você disse sim – afirmei um tanto sem graça e envergonhada.
- Tipo, não que você não seja bonita antes... você é incrivelmente bonita mas é que... – PARA DE AGORAR MINHA MODELO! – North veio furiosa até nós e me puxou para dentro.
Não sei se devo considerar fofo o que ele tinha pra dizer, até porque meio que o considero como um irmão então seria meio esquisito... Não?



Assim entramos, e North e eu fomos em direção a pista de dança, deixando os meninos irem pro bar
- Eles são muito chatos e nerds, vamos achar um boy aqui pra você – North afirmou
- Já ajeitou minha roupa agora que me arrumar um candango? – Zombei – Isso sim que é uma ótima amiga – Ambas rimos com a afirmação da moça que passava por nós duas.
- Ah qual, eu posso pedir para a Cam dar um jeito, ela tá lá no negocio de DJ. Aí ela pode nos dar uma pequena ajuda. Vamos lá mostrar sua sensualidade para esse povo. – North parecia animada.



North e eu conversávamos sobre diversas coisas, desde garotos até fofoca do dia, ou até mesmo sobre boys lixos como meu padrasto e meu ex. Cara eu estava me divertindo muito com ela, não sei como não a conheci antes. Acho que posso considerar ela uma grande amiga já. (Não me julguem, eu sou um pouco carente de amizades. Aff)
- Amiga, não olha agora mas eu acho que Dina Caliente tá pagando micão. Se fudeu! - em sussurros ela me disse tão afirmação e como sou curiosa, não evitei olhar. Segurei o riso e ela também – Acho que ela já tá podre de bêbada, tadinha – afirmei.
- Tadinha? Tadinha nada, essa garota é um cão! Uma cobra! Melhor dizendo – North parecia furiosa e então elevou o tom de voz
- North, calma ela pode nos escutar.
- Que escute! Eu não tenho problema com isso, você tem problema com isso?! – North gargalhou
Mesmo com a confusão voltamos a dançar sem julgar Dina Caliente.
~ alguns minutos depois ~



- Qual é, é essa daqui chefe, a japinha? – o rapaz se comunicava com seu chefe através de uma escuta - Isso mesmo garoto, se for quem estou pensando que é. É sim. Dá um jeito de dar um sumisso nela. – E assim seu chefe o respondeu.
“Essa tá no papo” o mesmo rapaz pensou.

No mesmo espaço onde o rapaz estava Alice sabia que o cara que te encarava não era boa coisa.
- North, tem um rapaz me encarando – afirmei encarando-o de volta. – Ih isso é charme, vai lá falar com ele. Pois eu já achei meu alvo e não vou ficar segurando vela.
North foi para um lado, e eu fui para o outro, ignorando o mesmo rapaz, e indo me sentar com os meninos no bar.


- Um meloire von assombro por favor! – Pedi no bar
Era um vinho extremamente gostoso e por sorte tinha nesse clube
- Al, cê tá bem? Cadê a North? – Johnny parecia realmente preocupado conosco.
- claro! Só preciso de um pouco de ar fresco, e a North está com um boy lá
Ao escutar isso, acredito que Dyllan ficou um tanto chateado. Mas infelizmente não podemos nos forçar a gostar de ninguém.
Peguei o vinho e saí do clube.



“Finalmente sozinha de novo” Pensei animada para curtir minha solidão de novo.
Eu gosto de passar tempo com a North e com o Johnny, porém minha companhia é a que mais me agrada em momentos distintos como esse.
Olhei para as estrelas enquanto aproveitava meu Meloire, mergulhando em diversos pensamentos e criando personagens que se encaixariam nessa situação onde estou.
- Acho que nenhum deles seria tão idiota quanto eu. – Murmurei de modo que apenas eu escutasse.


- o que uma gatinha como você faz sozinha aqui do lado de fora?
Uma voz masculina ecoou em meus pensamentos fazendo com que eu voltasse à realidade.
- hm, de volta a realidade – murmurei novamente.


- o que faz sozinha aqui, garota? – o rapaz que me encarava me perguntou.
- aproveitando meu vinho, mas... o que você faz aqui do lado de fora sozinho também? – ergui uma das sobrancelhas.


- eu estava indo embora, e então acabei me deparando como uma bela moça como você sozinha. – Ele flertou comigo e apenas soltei um sorriso.
Ele realmente não parecia ser tão ruim quanto eu pensei, as aparências enganam, enganam mesmo. E eu achei que esse ditado não servia para nada.
Passamos um longo minuto conversando, ele soltando flertes e eu não soube como devolver esses flertes, até que aconteceu um clima e ele tentou uma coisa.
Ele tentou me beijar, porém não retribuí, eu não tinha vontade de fazer aquilo.
- Ei por favor, para! – pedi gentilmente de uma maneira bem desanimada.


- Você não tem que querer! Apenas aceitar! – O mesmo tentou novamente e eu tentei o afastar de mim deu um pouco certo mas ele tentou novamente
- Vá se foder! – respondi, cuspi em seu rosto e o empurrei mais forte, ele foi para trás, porém veio para cima novamente.
- Se não vai ser por bem, vai ser por mal, sua piranha! – ele já estava aos berros, e eu sinceramente estava com medo do que poderia acontecer mais para frente.

- Você deveria saber como tratar uma dama antes de dar em cima de uma – espera a DJ veio me ajudar? E cadê o pessoal? Johnny, Dyllan e North? Ah é lembrei que não sou tão significante assim para algumas pessoas. A DJ empurrou o rapaz dos cabelos esverdeados, o fazendo parar um tanto longe, ela era mais forte que eu, porém não tão forte que ele.
- E quem te chamou aqui, sua maldita? – O menino afirmou.


- Não precisei ser chamada para ver que tem uma menina sendo seguida, idiota! – ela empurrou o mesmo novamente.
- E o que você é, uma super-heroína? As duas não dão jeito em mim sozinhas.
- Só cala a boca e aceita moço! – zombei do mesmo – você é fraco!


- não preciso quebrar minha unha pra acabar com você, tenho contatos e eles te perseguiram até você parar no inferno. Não preciso dizer mais nada, não? Ah é, esse clube é meu e se eu te encontrar por aqui novamente, pode ter certeza que será castrado por um clube de feministas – A menina zombou só que num tom bem sério.
- acha que tenho medo de você Dallas? Eu vou voltar, e não estarei sozinho.
- Uuuh!! acabo com você e com seus amigos, agora faz um favor? SOME DAQUI!!!

E não é que ela conseguiu faze-lo ir embora? Cara essa menina é demais!
- Eu vou voltar Dallas! Eu vou voltar! – o rapaz saía gritando.

Música de cena: Tegan and Sara - Stop Desire (Morgan Page Remix)



- Aí, garota! Você tá bem? Ele não te forçou a mais nada né? – A mesma menina me perguntou – Merda! Aqui tá muito barulhento acho que acharam outro DJ! Vem cá, vamos nos afastar um pouco daqui! – Ela falou comigo toda simpática e eu a segui, acho que dela é não tinha muito medo pelo fato da North ter dito que a conhece, então já tenho um tanto de confiança
E também confio mais nela agora que me ajudou com o rapaz do cabelo verde.


No mesmo pátio do clube, continham algumas mesas vazias e lá nos sentamos.
- Aí, ‘cê tá bem mesmo né? Ou vou precisar realmente quebrar a cara daquele babaca? – Ela sorriu
- Nah, valeu pela ajuda! Mas por que me ajudou? – Perguntei de forma curiosa
- Reparei em ti desde que chegou... c-com com a North, e reparei que o verdinho estava te seguindo. Nada mais justo do que te ajudar, não?
- Certo. Então parou seu trabalho só pra isso? – zombei
- Qual é! Meus amigos são uns manés, e você é rosto novo no clube, e é mais interessante.
- me poupe, tu ainda nem conversou direito comigo! – eu ri de maneira envergonhada, não evitando corar.

~ falando em amigos ~

- cara eu queria mó chegar na Al hoje, sei que é cedo, ela chegou ontem basicamente. Mas sei lá ela mexe muito com meu coração – Johnny estava todo derretido pela amiga e Dyllan só assentia
- Aí aproveita que ela tá sozinha e vai lá falar com ela, antes que a Cameron roube sua gata de novo – Dyllan riu.
De fato era verdade, da ultima vez que Johnny arrumou uma garota, a DJ conseguiu “pegar” a mesma antes do “pobre coitado” do Johnny.



O mesmo tomou coragem e foi lá falar com a amiga, ao chegar na frente do clube, ele ficou completamente perdido achando que a Alice havia ido embora, porém. Quando deu uma olhada melhor ao redor, viu que ela estava conversando com Cameron.
“De novo, acho que nunca vou conseguir conquistar Al” Johnny com tal pensamento então desistiu e entrou no estabelecimento novamente.

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Certamente tirando toda a parte ruim da noite, posso ter certeza que foi a melhor noite que me aconteceu depois de tanta tragédia na minha vida. Foi bom ter saído com o Johnny e seus amigos, afinal. Se eu tivesse ficado trancada dentro de casa, eu não conheceria Cameron hoje.
Mas enfim, ela me acompanhou a noite toda, já que o pessoal me deixou de lado. (até que Johnny irritadinho resolveu finalmente me levar pra casa). Foi divertido, conheci partes de Windenburg que não conhecia.
...

Dessa vez eu me levantei feliz, eu acho que estava inspirada e poderia dar inicio a mais uma obra prima inspirada em todas as escritas de meu pai.


Só que não foi assim, ao sentar no computador e me deparar novamente com aquela tela em branco do Word. Me fez lembrar daquelas malditas aulas de escrita que meu pai me dava quando eu era criança.

Acho que Salem sentiu minha tristeza e veio me consolar, por isso que eu amo esse gato... POR ISSO QUE EU AMO GATOS!

O peguei no colo e dei um mega abraço nele – Sim gato, eu também sinto sua falta.
Mas não era hora de parar por aqui, tem um dia inteiro de véspera de natal para eu me erguer (e talvez arrumar um emprego).


Ao chegar me deparei com uma cena completamente ridícula.
- Carm, cadê minha omelete, eu te disse que estaria ocupado hoje o dia inteiro e você ainda me faz o favor de acordar tarde, era sua obrigação cuidar do lanche das crianças e fazer minha omelete! – Dan estava discutindo bravo com a minha mãe.


- qual é o seu problema? Eu acordei doente hoje! Estava fraca! Não consegui levantar nem da cama. O que, que custa você fazer a omelete? – Minha mãe pela primeira vez em anos retrucou.
- custa meu tempo! E o dinheiro! Preciso confirmar aquele jantar de Natal com o senador. E ainda organizar meu terno. Aproposito, eu quero vocês todos arrumado às oito da noite, pois TODOS irão a esse jantar! – Ele disse sem argumentos.


Aproximei-me dos mesmos e não deixei barato para Dan – Ah qual é Mané, você tem o dia inteiro para resolver esse negocio, o que custa fazer a merda da omelete se a mãe estava doente?
- Argh! Ninguém te chamou aqui! Agora eu sou o culpado de tudo, nossa! – Dan começou a se fazer de vitima.
- Sempre foi – rosnei. E minha mãe fez um sinal para que eu deixasse para lá.
Era horrível, vê-la sempre levando esporros inúteis por causa de um machista que fez ela de escrava e não de esposa.


Enquanto ele saía da cozinha, eu me aproximei de minha mãe para abraça-la. – Por que escolheu esse idiota? – sussurrei de maneira que apenas eu escutasse, porém infelizmente ela escutou e respondeu: - Porque querendo ou não, ele me faz feliz.
- Vem Dafne, Vem Mike. Vamos ao shopping antes que eu me estresse novamente. – Dan falava enquanto esperava na porta da cozinha.
- Vamos lá Carmen, eu te ajudo no café! – Falei animada, pois eu não fazia isso há muito tempo.
- precisamos conversar primeiro, querida – o tom de voz de minha mãe era um tanto que negativo e chateado.
- Claro! O que iremos conversar? Perguntei.

Música de cena: Sloom - Of Monsters and Men



- Então querida, sei que todos esses últimos anos haviam sido difíceis, porém eu iria te dar suporte se você ao menos nos dissesse para aonde você foi. Sei que não seria muito, mas era o mínimo que eu podia fazer, ora lá, você tinha apenas 16. – ela disse um tanto insegura ainda. – Eu sei disso mãe e eu sabia que você não iria fingir que nada aconteceu – sussurrei de modo que ela não pudesse escutar -... é que... Era muita pressão para mim ainda e eu... Eu meio que não tive apoio de ninguém nesses últimos anos, sem contar que eu não queria estragar seu casamento com o Dan e também não iria estragar o crescimento do Jim e da Daf. Ou coisa do tipo, se passaram muitos anos e me sinto extremamente culpada por não ter dado o mínimo de noticias, mas eu tive que dar um tempo sabe? – Eu estava extremamente sem graça e cabisbaixa, ela sempre teve esse poder de me deixar expressar com ela, mesmo de depois de anos sem contato, desde o dia em que ela e meu pai se separaram, até os dias de hoje. E eu entendo isso, entendo o termino dela com meu pai e coisa do tipo.
- Você tomou toda a rebeldia que eu tinha na sua idade. – minha mãe afirmou sorrindo – fugir dos problemas... Eu fiz isso quando nova. Seu pai e eu viajando pelo terceiro império. Passamos muito tempo em Isla paradiso. Foi tudo extremamente perfeito. Até ele fazer o que fez. – A observei enquanto falava, eu notei algumas lagrimas saírem de seus olhos e só me aproximei e a abracei. – Pelo menos não te perdi também – minha mãe murmurou de forma que apenas eu pudesse escutar.
- Eu sinto muito mãe, eu... Prometo que não vou fugir de novo – afirmei de maneira sincera brincando com seus cabelos. – eu sei que não vai querida! Agora vamos fazer nosso café da manhã! – ela deu um enorme sorriso e eu acabei sorrindo também.
Então lá fomos nós, preparar nosso café da manhã. Sem o MCDC perturbar


Foi questão de tempo, até esperar as crianças saírem com o grande crianção do Dan, e então começamos o café da manhã, eu fiz meu mexidão e minha mãe preparava um delicioso bolo de frutas.



Só que meu Smartphone começou a vibrar em meu bolso. Tirei a panela do fogo, finalizando o mexidão e vi o que era.
Era uma mensagem de Cameron. E dizia: “Geekcon de fim de ano com a rapaziada, bora, bora, bora! Arranje sua fantasia!!”.
Aproximei de minha mãe e a abracei novamente falando – Mãe tem problema se eu sair com alguns amigos agora?


 - Problema nenhum querida, você já é crescida! Divirta-se! Só não suma sem dar noticias – ela brincou na frase final - E Ah, tem uma coisa no meu quarto que achei recentemente e adoraria que você visse, Dan ficaria bravo se achar. Mas não deixarei achar. Essa coisa pertence a você. – Ela me respondeu num tom baixinho. Parecia que era um segredo.
- Já estou curiosa para ver oque é! – Afirmei animada.
- Cuidado para não se atrasar. Mais tarde falamos mais sobre isso. – ela piscou para mim e saiu da cozinha com o prato de mexidão que fiz para mim. Mas a deixei se apossar dele.
“o que deve ser esse tal negocio?” me perguntei sorrindo e fui para o quarto me trocar.
...

Música de cena: M83 'Midnight City' Official video



E cá estamos, o evento mais esperado do ano pelo mundo sim inteiro, a GeekCon, o evento onde você pode ser esquisito sem ter medo do que acham. Aqui todos nós andamos fantasiados de Jedi até sei lá, super-Mario.

Ao Chegar, talvez tenha chegado atrasada porque o pessoal não estava mais lá e a fila imensa se tornou em apenas uma pessoa que já estava entrando. Bom, é o preço a pagar pelos meios de transportes públicos não tão bons de Bridleton Bay.
Andei mais a frente, garanti meu ingresso que por sorte era o último.


Ao entrar no evento a primeira pessoa que “esbarro” era Cameron, ela estava de comandante Shepard, talvez ela tenha conseguido criar-se no jogo. E certamente seria uma bela Shepard.


- Capitã! Estão invadindo Tuchanka, possivelmente deve ser aqueles ratos da Aria T’loak! – me aproximei dela e zombei com sua fantasia.
- Alerta de Nerd! Você não tem cara de quem curte um rpg com fps
- Hora querida, não me subestime! – O tom de minha voz agora era confiante.
- Não tenho culpa se sua cara de princesinha me diz o contrario. Vem vamos dá um rolê pelo evento, eu vi que agora começou a competição de Hacking – Cameron sorriu e eu apenas assenti com a cabeça, talvez seja legal por mais que minha área não seja exatas.
Certamente eu tenho certeza de que vou perder para ela, além do mais que a ressaca ainda faz parte de mim e vai ser ruim me concentrar. Mas quem sabe eu consigo, não?

Continua...