domingo, 22 de janeiro de 2017

Casos ainda não solucionados - Bicudo até demais. - T02 - 03

 Na casa dos Bicudos. 
Estavam Circe, Loki e Nervoso na sala. Circe e Loki conversavam, enquanto Nervoso observava de longe. 
 O carro do trio estacionava em uma parte livre que tinha na casa deles. E saiam.
Nelly: Finalmente chegamos.
Marlon: As casas dessa cidade são muito estranhas, tá loco! - Resmungou.
Patrick: Bip. Vamos? Bop.
 Circe: Merda! Nervoso, pro seu quarto agora! - Dizia esperneando, com medo de quem estaria na porta deles, aquele horário.
Loki: Circe, tenha calma.
Circer: Calma?! Você me pede para ter calma?! Por favor! - Bufou de raiva.
 Circe descia as escadas de sua casa e atendia a porta, de forma nada convidativa.
Circe: Quem são vocês?! O que querem? - Dizia cruzando os braços e fechando a cara.
Nelly: Somos detetives e viemos aqui pedir algumas informações.
Circe: Ah, me poupe. Ainda existe detetives no mundo de hoje? - Dizia num tom de julgamento, e uma certa recusa de eles entrarem em sua casa.
Patrick: Bip. Bop. Senhora, nós precisamos. É muito necessário, e você pode ser nossa chave pra qualquer outra coisa. bip.
Marlon: Sério, facilita. - Dizia de saco cheio, com a chatice de Circe.
Loki, gritando: Circe, deixa eles entrarem!
Os três entravam, acompanhados de Circe, e se sentavam a mesa, junto de Loki. Nelly notava o clima estranho da casa, e na troca de olhares do que fazer, com Marlon, decidiram mandar Patrick para averiguar.
Nelly: Senhora Bicudo. Nosso robô tem que averiguar sua casa. - Disse com bastante certeza e firmeza nas palavras.
Circe: Ah, sério que sua lataria tem? - Disse debochando.
Marlon: Não, só perguntando por aleatoriedade mesmo. - Suspirou - Claro que tem.
Patrick: Juro que nada sairá do lugar, senhora, bip. Bop.
Loki: Circe, meu amor. Vamos deixar, não temos nada à esconder. - Disse tentando passar confiança aos detetives.
Circe: É, tudo bem. Eu deixo.
 Nelly: A senhora tem algum parentesco com a Olívia?
Circe: Olívia? Não me recordo deste nome. - Tentou blefar.
Marlon: A doida do cemitério. Senhora.
Circe: Ahhh sim... - Continuava o blefe. - Já ouvi falar dela.
Loki se mantinha em silêncio. Apenas observando os três conversarem.

 Patrick: Sou um robô bonitão. Bip. Bip. Nada no banheiro também. Bop.
Circe: Mas porque estão me perguntando dela? Só vieram aqui pra isso?
Nelly: Bem, ouvi dizer que um tal de Nervoso mora aqui também. É verdade?
Loki: Ah.. O.. - E recebia um chute na perna, de Circe, logo ficando quieto de novo.
Marlon: O quê, senhor Loki? - Puxou o assunto que ele tinha começado.
Circe: O drogado da rua! Esse mesmo. Já ouvimos sim, mas ele não mora aqui não.
Marlon: Eu falei com seu marido, Circe. - Já dizia perdendo a paciência.


 Patrick: Móveis rústicos. Bip. Bop. Casa diferente. Bop.
 Patrick: Uau, quantas máquinas. Fotos! Bip. - E tirava uma foto geral do local.
 Loki: É esse mesmo, confirmo o que minha esposa disse, detetive.
Marlon: Certo. E o que acrescenta?
Nelly: Algum sinal de onde ele vive, pra gente ir lá?
Loki: Bom...
Nervoso: Ei... - Era um tom meio termo. Para que o robô ouvisse.
Patrick: Eu? Bop.
Nervoso: Desce aqui...
 Patrick tentava descer sem fazer barulho. - O que quer? Bop. - Perguntava também num tom que só os dois poderiam escutar.
 Nervoso: Bom, vocês devem tá falando da minha mãe. Eu sou filho dela, mas não sei onde ela mora. - Cochichava.
Patrick: Você é o Nervoso? Bip.
Nervoso: Sou. Se achar minha mãe, você me fala?
Patrick: Claro. Claro.
Circe ouvia alguns cochichos. Os dois haviam esquecido que lá fazia um certo eco. E então levantou.
Loki: Mas ele tem uma vida boa sim. Vocês podem achar ele na rua..
Marlon: Entendi, Loki.
Nelly: Circe?

Circe: SAIAM DA MINHA CASA!!!!!!!!
Loki: Circe, se controle!
Marlon: CORRE! - Dizia e já se preparava para se levantar.
 Os dois corriam para fora, de forma que Circe ficasse para trás. Loki continuava sentado e sem muita reação. Parecia que estava cansado dessas mesmas reações.
Os dois desciam as escadas, depressa e para não serem alcançados. E Circe gritava ao fundo: PEGUEM AQUELE ROBÔ IDIOTA, SE NÃO EU QUEIMO ELE! SABIA QUE VOCÊS NÃO ERAM DE CONFIANÇA! - Seguido de uns gritos.

Enquanto isso.
Nervoso: A Circe surtou. Corre logo. Mas saiba. - cochichava. - Eu sou filho da morte, e minha mãe deve tá à procura dela.
Patrick: Certo. Bip. Obrigado! - E se preparava para subir.

Nelly e Marlon se aproximavam do carro e berravam para Patrick. - PATRICK!!! CORRE LOGO!!
 Patrick vinha descendo as escadas, enquanto Circe andava calmamente para fora de casa, como se nem tivesse surtado antes.
Circe: VOCÊS NÃO ME APAREÇAM MAIS AQUI!! SE NÃO EU LIGO PRA POLICIA, E VAI OS TRÊS ESPERTÕES PRESOS!!! - Berrava, apontando para eles.
Marlon: A GENTE TEM MANDADO, SUA OTÁRIA! - Dizia bravo e sem nenhuma paciência com ela.
Nelly: Marlon, calma. Já não basta uma sem noção... - Seu tom era calmo, ou tentava se manter.
Patrick: Vamos! Bop!


CONTINUA.




8 comentários:

  1. Ri muito dos Bicudo! Gostei das cenas e das fotos. Nelly está muito bonita.

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    1. Muito obrigada! E ela tem que ser uma detetive elegante xD hauahuaha

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  2. Geeeeeente, que barraco! Amei! xD :D Circe é louca de pedra!!! Huahuhauhuahuhauua... :D E espero que Cobaia seja resgatado daí! :D

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    1. Circe é maluquinha!! Acho que os experimentos afetaram até ela!

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  3. A Circe é mais nervosa do que o Nervoso, né? Ela deveria se chamar Nervosa e o Norvoso, Cirço!!! HUAHAIAHAUAHA
    Adorei o capítulo! Aguardo o próximo. :D

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    1. HUAHUAHUAHAUHAUHA EU TÔ RINDO MUITO DISSO!!!!!! E fico muito feliz que gostou! :D

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  4. Quase morro de rir aqui! kkkkkkkkk com a cena dos dois correndo. Muito legal, parabéns Denise.

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    1. Muitissímo obrigada, Patrícia! :) <3

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