quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Casos Ainda Não Solucionados - 01 - Os Caixão.


E vamos iniciar essa saga falando de um dos
casos mais intrigantes....














Música de cena: The Strokes - Last Nite.



E esta é a família de Nelly, uma família feliz, sorridente e muito unida. Mas isso durou pouco, até mudarem a tal casa atual.
Sua mãe, Noelly, morreu de velhice, estava na flor da idade, coitada, não teve nem tempo de ver seu pequeno neto crescer, aquele que Vilma segura, que infelizmente, morreu fazendo seu trabalho, como policial. Sobrando apenas, Flora, sua filha, Thomas, filho de Nelly e seu esposo, Jerry.


Como uma boa detetive, até pra sí mesma, ela descobriu que seu querido Jerry à traia com uma de suas clientes, na qual, dizia ser muito fiel à Nelly. Não demorou muito para que ela terminasse seu casamento de 6 anos.

Atualmente, Nelly dá mais duro na sua profissão, logo deixando com que sua sobrinha cuidar de seu pequeno. Eles se davam bem, mas tinha dias que faltava o amor materno de Nelly, que, os imprevistos faziam com que, a cada dia, se tornasse mais difícil de dar.
Thomas aprendeu à andar com Flora, à falar, e tudo que infelizmente Nelly perdeu, porém ficava orgulhosa com tamanha dedicação de Flora, nisso tudo.

Nelly amava seu filho mais que tudo, e tanto para Thomas quanto para Flora, ela só queria o melhor.
Todos os dias, ela passava os horários,como seria o dia e onde ela estaria, se tudo corresse conforme o combinado, e Flora anotava tudo. 
Semanas atrás, Nelly comprou um servus, para ajuda-la em suas "missões", afinal, era daltônica e não conseguia fazer tudo ao mesmo tempo.




Nelly: Querida, me ajuda em um nome legal pro meu novo ajudante!-Falava empolgada.
Flora: Hum... N. Junior? Robô? Patrick? Em tia?- Dizia nomes aleatórios, enquanto tentava prestar atenção na TV e na tia, ao mesmo tempo.
Nelly: Gostei de Patrick, obrigada. Pode voltar à ver tua TV.-E voltava sua atenção ao robô.

Ao ligar o robô, ele começou com um comportamento estranho, e um pouco sem sentido.
Nelly: Caramba, Flora! Não acredito que joguei dinheiro fora!
Flora: Tia, aperta aquele botão que ele tem nas costas!-E apontava para o mesmo.
Nelly ia lá e fazia o que sua sobrinha sugeria, logo fazendo com que o Servus tivesse um comportamento normal.
Patrick: Bip. Bip. Bip. Nome? Bip.
Nelly: Seu nome é Patrick, robôzinho.
Patrick: Função domiciliar? Bip. Bop.
Nelly: Me ajudar em casos especiais.
Patrick: Bip. Bip. Guardando informações.
Ao fundo, Flora segurava o riso, enquanto via a tia lidar com a tal engenhoca eletrônica.


 Música de cena: The Kooks - Mr. Maker

Do outro lado da cidade, Vladmir Caixão chorava pela sua esposa sumida, a amada e elegante Laura. Ele tinha um quadro de sua esposa no quarto, no qual chorava todas as manhãs e noites de saudades de seus carinhos. Vale lembrar que, o quadro foi feito pelo amigo de sua filha, Dário, à pedido do próprio Senhor Caixão.
Cansado de choramingar e não ir à lugar algum, ele liga pra detetive particular conhecida da cidade.
Vladmir: Alô?
Nelly: Agência achados e perdidos da detetive Nelly, o que precisa?
Vladmir: Quero encontrar minha esposa querida, se puder, venha o quanto antes, pago uma boa recompensa.
Nelly: É pra já, como é seu nome?Vladmir: Senhor Caixão, Nelly. 
Nelly: Certo, senhor Caixão, passe o endereço e em poucos minutos estarei aí.
Depois de ter passado seu endereço, dentro de alguns minutos, chegava Nelly e seu companheiro robô, Patrick.
Vladmir: Nossa, como a senhorita é rápida!-Dizia impressionado.
Nelly: O que digo é cumprido, senhor Vladmir.
Vladmir: JESUS! Os robôs vão dominar o mundo!-Ao olhar o robô, falava assustado.
Nelly: Fique calmo, senhor. O Patrick é uma máquina inofensiva.
Patrick: Bip, Bip.

 Vladmir à cumprimenta, e vai abrindo a porta, a convidando para entrar. E a dupla entra logo atrás.
Vladmir: Tem filhos, Senhorita Nelly? -E ia seguindo à sala, enquanto perguntava.
Nelly: Sim. Tenho um biológico e uma sobrinha, só que a considero como filha.
Vladmir: Entendo. Também tenho dois.
Nelly: E são os dois seus, senhor?-Perguntava por curiosidade.
Vladmir: Sim, meus e da minha querida esposa.-Tentava disfarçar a voz de choro.
Vladmir: Se sentem, detetives.-E sentava em sua confortável poltrona.
Nelly: Vamos às perguntas, senhor Caixão. Elas são essenciais e necessárias para podemos prosseguir com o caso.-Tirava do bolso um pequeno caderno de anotações e uma caneta.
Patrick: Bip. Bip.
Vladmir: Digo tudo que for necessário, quero minha esposa de volta o quanto antes!
Nelly: Tem alguma foto dos dois, senhor? Para podermos saber certinho como ela é.
Vladmir: Só tenho essa.-Pegava do bolso de dentro do terno uma foto, e mostrava para ela.- Só tenho essa, cuida dela com carinho?
Nelly: Claro, claro. Assim que o caso for solucionado, nós te devolvemos.

A foto era do casamento, ela estava meia rasgadinha e velha, mas estava até conservada, para a época.
Nelly: Nossa, como ela é linda.-Dizia admirando a foto.
Patrick: Bip.Bip.Bip. Escaneando foto. Bip.Bip memória salva. Bip.
Vladmir: Sim.. Ela é uma elegância em pessoa, eu a amo.
Nelly: Qual foi o último lugar que a viu, Senhor Caixão?
Vladmir: Ela tinha ido na casa de Don Otário! Digo, idiota!-Ficava cada vez mais bravo- Quero dizer, Lotário! Ela tinha me dito que foi lá para dar um jeito no quebrador de coração da nossa Cassandra! E depois disso... SUMIU! -Falava chateado e decepcionado.
Nelly: Qual a fama desse Don?-Ia anotando tudo no caderninho, para ter todas as informações.
Vladmir: Eu o vi, com meu telescópio aos beijos com a folgada e sem vergonha da Nina Caliente!
Nelly: Nossa... E ele é o que de sua filha?
Vladmir: Noivo! Não aprovo nem um pouco essa relação, mas fazer o quê! Ela já é uma jovem adulta. Mas só quero o bem dela.


Nelly: Ok, senhor Caixão. Obrigada por nos contatar, nós vamos cuidar do caso com o maior dos cuidados, até termos sua amada esposa de volta!-E se levantava, para despedir.
Vladmir: Muito obrigada, detetive Nelly. Assim me sinto mais seguro.-Falava num tom de confiança e um certo alívio.
Patrick: Bip. Bop. Bip. Bip.
Nelly: Patrick, vem! 
Nelly: Finalmente um caso interessante nessa cidadezinha pacata.
Patrick: Bip. Bop. Finalmente. Bop.
Nelly: Você só faz esses barulhinhos, Patrick? Não fala?
Patrick: Bip. Bop. Não tenho dicionário para tamanha função em palavras. Bop.
Nelly: Vou te atualizar em casa, então. A Flora deve saber.
Patrick: Conhecimento. Bop.



Música de cena: The Sims 2 - Cherry Cha Cha 


No dia seguinte. 
Nelly: Patrick! Espera! Essa deve ser a casa do Lotário!
Patrick: As informações contidas no meu HD dizem que sim. Bop. Bip.

Enquanto lá dentro.
Don: Hahahaha, adoro esse programa!
Nelly: Caramba Patrick, já te falei pra não marcar de bege os endereços, não to vendo nada.- Forçava a vista, enquanto usava um tom bravo, como se estivesse dando uma bronca.
Patrick: Mas Nelly, isso é vermelho. Bip. Bip. Bop.
Nelly: Mas eu sou daltônica, esperto!
Patrick: Perdoe meu erro, madame. Bip.


Após essa breve conversa, Patrick invadia a casa de Don. Não esperando Nelly.
Nelly: PATRICK, IDIOTA! NÃO PODE CHEGAR ENTRANDO NA CASA DOS OUTROS!
E corria atrás do mesmo.
Patrick: Bip. Bop. Lotário, otário. Bip.
Don: QUE PORRA É ESSA?!- Dizia assustado, quase pulando do sofá.
Patrick: Bip, bip, bip.
Don: Vou te queimar, seu monstrinho de metal!- E jogava água no robô.
Patrick: Bip. Bop. Op. Op.
Nelly: MAS RESPEITO COM O MEU ROBÔ! Por favor!- Já que seu robô tinha entrado, ela foi atrás, ficando brava com o que via.
Don: Ah, desculpa, não sabia que essa lataria sem educação era sua!- Dizia indignado.
Nelly: Me desculpe por ele também. Sou detetive Nelly, e Don, vim te interrogar.
Don: Quê?-Não entendia mais nada do que tava acontecendo.-Bom.. sente-se ai, e quem vamos ver no que dá né. Roubar eu não roubei nada!
Nelly: Ok.Quem sabe eu não descubra algum roubo seu também. Meu robô vai averiguar toda a sua casa, na procura de pistas, enquanto eu e você conversamos.
Don: O quê?
Nelly: Faz parte do trabalho.

Nelly: Patrick, tire fotos e procure pistas de tudo o que nosso cliente disse. Fechou?
Patrick: Bip. Bip. Bip. Fechou!
Don: O que tá acontecendo?

Don: Sério. Quem te contratou? A grana é boa né?
Nelly: Me perdoe, Lotário, mas não posso dizer quem é meu cliente, só quero saber que: O que a Laura foi fazer aqui na sua casa no dia da abdução?
Don: Laura? Que Laura?- Tentava dar uma de perdido.
Nelly: Não se faça de João bobo, você sabe muito bem do que eu tô falando, e eu quero respostas.

Enquanto isso...
Patrick: Bip. Bip. Bip











Bip. Bip. Bip. Bop.


Don: Ela veio aqui me dar uma maldita bronca por causa da burrinha da filha dela!
Nelly: -Ia pegando sua cadernetinha- Continua...-E anotava.
Don: Porque ela achava que eu tava traindo com a Nina e a Dina! ?
Nelly: Ah é? Suponho que elas sejam irmãs. É?
Don: E são... Urgh, as Calientes! E fazem jus ao sobrenome.
Nelly: Lotário, foco. E o que você queria com elas, e com Laura? Elas que sumiram com a Laura?

Patrick: Bip. Bop. Ficaram boas. Biop. Bip.
Don: Já te disse, de-te-ti-ve, ela só veio aqui, achando que mandava num homem como eu.
Nelly: Ou só queria proteger a filha, não acha? Vamos Don, facilita pra mim e pra você. O que aconteceu com ela?
Don: Posso falar das irmãs primeiro? Elas tem muito à ver com esse caso, detetive.
Nelly: Fale.
Patrick: Que vermelhidão, bip.
Don: Bom, eu corria com a Nina, todos os fins de semana. E ela ficou apaixonadinha por mim, como se eu fosse o principe encantado dela.
Nelly: Igual o que a filha do Senhor Caixão acha de você?
Don: Deixe-me falar!
Nelly: Continue.
Don: Depois eu conheci a Dina, sua irmã, e comecei à sair com ela também, e o negócio era mais quente com ela.
Patrick: Foooootoooossss! Bip!
Patrick: Bip. Bop. Bip

Don: Conheci a Cassandra pela Dina, a Dina estava de olho no velho, queria toda a grana dele, e achou que eu fosse ajuda-la. Só achou.
Nelly: É?
Don: Ah, mas a mãe da Cassandra, a Laura, é um sonho.
Nelly: Ahhh... sim. Muito linda mesmo. Me conte mais.
Don: Eu armei pra cima da Cassandra, eu queria ficar mais perto da Laura, até que fiz a mancada com a coitada da garota, e a mãe dela veio aqui.
Nelly: É?
Don: Sim. Convidei ela pra entrar e servi suco, café, e a chamei para ver as estrelas. Afinal, quem não quer algo assim com uma mulher daquelas?
Nelly: Se você diz, Lotário.

Patrick: Bop. Bip. Mais fotos!
Don: E se digo, pena que ela era casada com o velho! E tinha aquela menina, que virou uma pedra no meu caminho!
Nelly: Não seria mais fácil se você tivesse se declarado pra ela e explicado a situação?
Don: Bom. O velho é pinta grossa, não é de se vacilar.
Nelly: E o que aconteceu com a Laura nesse dia?
Don: Bom... Surgiu um clarão, eu não via nada! E ela.. Puf! Sumiu!
Nelly: Como?
Don: Sumindo, cabeça oca!
Nelly: Mais respeito. E, você não viu nada? Nem vestígios?
Patrick: Bip. Descanso de 10 segundos. Bop.
Patrick: Telescópio. Bip.
Don: Eu não vi nada! Nada!
Nelly: Não dificulda pra mim, Don. Seja mais específico.
Don: Sério, o clarão foi tão forte, que fiquei até ruim das vistas, por alguns segundos.
 Patrick: Fooootooooo! Bip. Bop!
Nelly: E o que se segurou, nesse pouco tempo?
Don: No telescópio, detetive. E só estava eu, sem mais Laura, sem mais nada.
Nelly: Suspeito.
Don: Suspeito?
Nelly: Mas vou acreditar em você, por enquanto.

Don:  É sério, por esse mesmo motivo, briguei com a Cassandra no dia do nosso casamento, e nem casamos. Fui preso temporariamente pela policia, reviraram minha casa, e viram, simplesmente, nada!

Nelly: Ok Don. Muito oobrigada pela informações, se for necessário, eu e meu robô voltamos. Mas porém quanto, foram muitas informações, meu cliente vai gostar.
Don: Seu cliente é o velho, não é?
Nelly: É segredo.

Nelly: Obrigada por passar o endereço das moças. Logo nós vamos lá, também.
Don: Até logo!

Na noite do mesmo dia.
Cassandra: Sério pai? Será que ela é boa o suficiente pra saber o que houve com a mãe?
Vladmir: Ela mostrou seriedade, Cassandra, eu tenho certeza que ela vai achar nossa tão querida Laura!
Alexandre: Ela vai achar a mamãe?
Vladmir: Vai, meu filho!



Música de cena: Oh creole - The rumble stripes


No outro dia. 

Vladmir: Vocês vieram! Quais são as novas?
Nelly: Muitas, muitas, senhor Caixão.
Patrick: Bip. Bop.


Vladmir: Entrem, por favor!
Nelly: Claro, com licença.

 Cassandra: Perdoe, tenho que ir trabalhar, mas por favor, fique de olho no Don, pra mim!
Nelly: Pode deixar, senhorita Caixão! Bom trabalho.
Cassandra: Obrigada!
 Vladmir: E quais são as novas?
Nelly: -Abria as anotações.- Bom, ela realmente foi ver Don no último dia que foi vista, só que, ela sumiu.
Vladmir: Como assim sumiu, detetive?
Nelly: Pelo que Don disse, e como pensei, foi abduzida!
Vladmir: Abduzida!? Você não tá me fazendo de bobo não né, Detetive Nelly?
Nelly: Total credibilidade, meu robô tirou fotos do local, e pegou coisas emprestadas, e nada tem vestígios da sua dama de Bege.
Vladmir: Vermelho, vermelho!
Nelly: Sou daltônica senhor, desculpa. Meu robô pode averiguar sua casa, também?
Vladmir: Claro!! Fique à vontade robozinho!
Patrick: Bip. Bop.
 Patrick: Adoro meu trabalho. Bip. Bop
 bip. bip. bop. bop. bip!
 Patrick: Fotos, fotos, fotos! Bip!
 Patrick: Uau, um telescópio também! Bip
Patrick: Fotos! bip. bop
 Patrick: Rastreando informações. Vish Bip. Mesmo quadro!
 Patrick: O que? Mesmo quadro?!
Patrick: Não to acreditando! Bip. Bop. Bip. Tenho que falar com Nelly!

 Patrick: Ch-Chefe! Bip! Quadro, quadro!
Vladmir: Do que esse robozinho tá falando?
Nelly: Ele deve ter achado seus quadros bonitos!
Patrick: A Laura, Nelly!
Nelly: Sim, nós estamos buscando ela!
Vladmir: Ele está com defeito!?
Nelly: deve ser bug de informações, senhor Caixão.
Patrick: Quarto do senhor Caixão! Agora!
 Nelly: Calma aí, você tá me dizendo que o Don tem um mesmo quadro que o Senhor Caixão?
Patrick: Bip. Bip. Bop. SIMMMMM!
Vladmir: O quê? Aquele canalha era apaixonado na minha esposa?! Deixa eu ver essa foto!
Patrick: Só um minuto, senhor caixão, buscando informações. Bip. bip.

CONTINUA.

6 comentários:

  1. Adorei! O Patrick é um barato e a Nelly daltônica é d+! Quero saber como que continua. :D

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  2. Muuuuito legal!!! A Nelly é uma ótima detetive! E o Patrick é muito engraçado! Espero que eles encontrem a Laura!!! Parabéns por sua história!

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  3. Gostei muito, o Patrick é demais! Parabéns.

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    1. O Patrick é uma figura! Uahauaha e obrigada! :D ❤

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